Quem acompanha as taxas divulgadas pelo Banco Central percebe que o crédito para motos costuma ser mais caro do que o destinado a carros. Isso não vale para todos os contratos, mas é uma tendência observada no mercado e vale entender os motivos antes de comparar propostas.

Fatores que pesam no preço do crédito

  • Perfil do tomador. Parte dos compradores de moto usa o veículo para trabalhar e tem renda variável, o que muda a análise de risco das instituições.
  • Valor e liquidez do bem. Motos têm preço menor que carros. Em operações de valor baixo, os custos fixos da concessão pesam mais na taxa.
  • Risco de inadimplência percebido. Quanto maior o risco que a instituição enxerga, maior o juro que cobra para cobri-lo.
  • Prazo. Prazos longos aumentam a incerteza para quem empresta e o total de juros para quem paga.

Por que a comparação precisa ser por segmento

Comparar o juro de uma moto com a média de carros leva a conclusões erradas: um contrato pode estar acima da média dos carros e, ainda assim, dentro do que o mercado pratica para motos. Por isso a calculadora da ERASE usa uma referência própria para cada tipo de veículo.

O que fazer na prática

  1. Descubra a taxa efetiva mensal do seu contrato.
  2. Compare com a referência do seu segmento, e não com a de outro tipo de veículo.
  3. Peça o CET e pesquise propostas em mais de uma instituição, inclusive a portabilidade.

A simulação é informativa e não considera IOF, tarifas ou seguros. Ela não define se um contrato é ou não abusivo: isso depende da análise do documento assinado.