Quem financia um veículo costuma olhar para a parcela que cabe no orçamento e para o prazo. A taxa de juros, que define quanto o crédito realmente custa, muitas vezes fica em segundo plano. Mesmo assim, é ela que explica por que dois contratos de mesmo valor podem ter parcelas muito diferentes.
Como a parcela é formada
Na maior parte dos financiamentos de veículos, as parcelas são fixas e seguem a Tabela Price. Nesse sistema, cada parcela combina uma parte de juros e uma parte de amortização do saldo devedor. A relação entre valor financiado, taxa, prazo e parcela é matemática: conhecendo três dessas variáveis, é possível encontrar a quarta.
É isso que permite descobrir a taxa mensal embutida: com o valor financiado (preço do veículo menos a entrada), o valor da parcela e o número de parcelas, resolve-se a equação da Price para a taxa. Como a equação não tem solução algébrica simples, o cálculo é feito por aproximações sucessivas, como o método da bisseção.
O que ficar de olho
O resultado serve de comparação com a taxa média divulgada pelo Banco Central para crédito a pessoas físicas na aquisição de veículos. Ele não considera IOF, tarifas ou seguros embutidos, e por isso é uma estimativa, não uma análise do contrato.
Saber a taxa ajuda a negociar, comparar propostas e decidir se vale pesquisar uma portabilidade. Se a diferença em relação ao mercado for grande, vale levar o contrato a um profissional habilitado para uma análise individual.